quinta-feira, 28 de abril de 2011

O EVANGELHO DA VIDA (PARTE I)

A Evangelium Vitae (estas duas palavras em Latim que quer dizer: O Evangelho da vida é uma Encíclica escrita pelo Papa João Paulo II para exprimir a posição da Igreja Católica sobre o valor e inviolabilidade da vida humana. Vem promulgada em 25 de março de 1995. Pelos temas abordados e pela complementação magisterial deste documento se liga diretamente com a Encíclica Humanae Vitae, escrita pelo Papa Paulo VI em julho de 1968.
Sumário de Encíclica:
O Índice da EV é assim estruturado:
- Introdução (n. 1-6)
- Capitulo I: “A voz do sangue de teu irmão grita no solo” – as ameaças atuais à vida humana (n. 7-28)
- Capítulo II: “Eu vim para que todos tenham a vida” – a mensagem cristã sobre a vida (n. 29-51)
- Capitulo III: “Não matar” – a Lei Santa de Deus (n. 52 -77)
- Capitulo IV: “Fizeram a mim” – por uma nova cultura da vida humana (n. 78-101)
- Conclusão (n. 102-105)
Panorama dos conteúdos:
“O homem é chamado a uma plenitude de vida que ultrapassa os limites da sua existência terrena, porque consiste na participação da mesma vida de Deus” (EV 2).
Através de uma panorâmica inicial sobre as ameaças à vida humana no passado e no tempo presente, a Encíclica oferece uma breve história da Sagrada Escritura que condenam a supressão da vida. À luz destas passagens bíblicas a Encíclica toma diretamente e faz uma analise de ações especificas, entre a quais o Aborto (que vem definido, citando Tertuliano, “um homicídio antecipado para impedir a qualquer um de nascer, EV 61) e a Eutanásia (que João Paulo II chama” preocupante perversão da piedade”, EV 66). A Encíclica condena também o uso da pena de morte no mundo contemporâneo, dado que não precisa” chegar à medida extrema para a supressão do réu se não em caso de absoluta necessidade, isto é, quando a defesa da sociedade não é possível. Hoje, porém, seguindo as organizações sempre mais adequadas da instituição penal, estes casos são muitos raros, senão, práticas inexistentes” (EV56).
A Encíclica analisa também fatores sociais e culturais, destacando a importância de uma sociedade construída em torno da Família, do que o desejo de uma maior eficiência e destacando também o empenho com os pobres e enfermos. (Continua...)

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