domingo, 28 de outubro de 2018

Liturgia Diária: XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM (Verde, Glória, Creio, II Semana do Saltério)

Antífona de entrada
Exulte o coração que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face (Sl 104,3s).
Oração do Dia
Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e dai-nos amar o que ordenais para conseguirmos o que prometeis. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1a Leitura - Jeremias 31,7-9

Salmo - 125/126:
Maravilhas fez conosco o Senhor,
exultemos de alegria! 


2a Leitura - Hebreus 5,1-6

Evangelho - Marcos 10,46-52

O preâmbulo da Constituição brasileira de 1988!





O Preâmbulo da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 05.10.1988, tem o seguinte enunciado: 

"Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte, para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil". 

Carta do Papa aos jovens por ocasião do Sínodo!

Carta do Papa aos jovens por ocasião da apresentação do Documento preparatório para a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos Vaticano, 13 de janeiro de 2017

Caríssimos jovens!
É-me grato anunciar-vos que em outubro de 2018 se celebrará o Sínodo dos Bispos sobre o tema «Os jovens, a fé e o discernimento vocacional». Eu quis que vós estivésseis no centro da atenção, porque vos trago no coração. Exatamente hoje é apresentado o Documento preparatório, que confio também a vós como «bússola» ao longo deste caminho. Vêm-me à mente as palavras que Deus dirigiu a Abraão: «Sai da tua terra, deixa a tua família e a casa do teu pai, e vai para a terra que Eu te mostrar!» (Gn 12, 1). Hoje estas palavras são dirigidas também a vós: são palavras de um Pai que vos convida a «sair» a fim de vos lançardes em direção de um futuro desconhecido, mas portador de realizações seguras, ao encontro do qual Ele mesmo vos acompanha. Convido-vos a ouvir a voz de Deus que ressoa nos vossos corações através do sopro do Espírito Santo. Quando Deus disse a Abraão «Sai!», o que é que lhe queria dizer? Certamente, não para fugir dos seus, nem do mundo. O seu foi um convite forte, uma provocação, a fim de que deixasse tudo e partisse para uma nova terra. Qual é para nós hoje esta nova terra, a não ser uma sociedade mais justa e fraterna, à qual vós aspirais profundamente e que desejais construir até às periferias do mundo? Mas hoje, infelizmente, o «Sai!» adquire inclusive um significado diferente. O da prevaricação, da injustiça e da guerra. Muitos de vós, jovens, estão submetidos à chantagem da violência e são forçados a fugir da sua terra natal. O seu clamor sobe até Deus, como aquele de Israel, escravo da opressão do Faraó (cf. Êx 2, 23).
Desejo recordar-vos também as palavras que certo dia Jesus dirigiu aos discípulos, que lhe perguntavam: «Rabi, onde moras?». Ele respondeu: «Vinde e vede!» (cf. Jo 1, 38-39). Jesus dirige o seu olhar também a vós, convidando-vos a caminhar com Ele. Caríssimos jovens, encontrastes este olhar? Ouvistes esta voz? Sentistes este impulso a pôr-vos a caminho? Estou convicto de que, não obstante a confusão e o atordoamento deem a impressão de reinar no mundo, este apelo continua a ressoar no vosso espírito para o abrir à alegria completa. Isto será possível na medida em que, inclusive através do acompanhamento de guias especializados, souberdes empreender um itinerário de discernimento para descobrir o projeto de Deus na vossa vida. Mesmo quando o vosso caminho estiver marcado pela precariedade e pela queda, Deus rico de misericórdia estende a sua mão para vos erguer.
Na inauguração da última Jornada Mundial da Juventude, em Cracóvia, perguntei-vos várias vezes: «As coisas podem mudar?». E juntos, vós gritastes um «Sim!» retumbante. Aquele brado nasce do vosso jovem coração, que não suporta a injustiça e não pode submeter-se à cultura do descartável, nem ceder à globalização da indiferença. Escutai aquele clamor que provém do vosso íntimo! Mesmo quando sentirdes, como o profeta Jeremias, a inexperiência da vossa jovem idade, Deus encoraja-vos a ir para onde Ele vos envia: «Não deves ter […] porque Eu estarei contigo para te libertar» (cf. Jr 1, 8). Um mundo melhor constrói-se também graças a vós, ao vosso desejo de mudança e à vossa generosidade. Não tenhais medo de ouvir o Espírito que vos sugere escolhas audazes, não hesiteis quando a consciência vos pedir que arrisqueis para seguir o Mestre. Também a Igreja deseja colocar-se à escuta da vossa voz, da vossa sensibilidade, da vossa fé; até das vossas dúvidas e das vossas críticas. Fazei ouvir o vosso grito, deixai-o ressoar nas comunidades e fazei-o chegar aos pastores. São Bento recomendava aos abades que, antes de cada decisão importante, consultassem também os jovens porque «muitas vezes é exatamente ao mais jovem que o Senhor revela a melhor solução» (Regra de São Bento III, 3). Assim, inclusive através do caminho deste Sínodo, eu e os meus irmãos Bispos queremos, ainda mais, «contribuir para a vossa alegria» (2 Cor 1, 24). Confio-vos a Maria de Nazaré, uma jovem como vós, à qual Deus dirigiu o seu olhar amoroso, a fim de que vos tome pela mão e vos guie para a alegria de um «Eis-me!» pleno e generoso (cf. Lc 1, 38).
Com afeto paterno, FRANCISCO
                                                                                 Fonte: Rádio Vaticano

Eleições 2018

NOTA DA CNBB
Por ocasião do segundo turno das eleições de 2018
Jesus Cristo é a nossa paz! (cf. Ef 2,14)
O Brasil volta às urnas para eleger seu novo presidente e, em alguns Estados e no Distrito Federal, seu governador. Fiel à sua missão evangelizadora, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio de seu Conselho Episcopal Pastoral (Consep), reunido em Brasília-DF, nos dias 23 e 24 de outubro, vem ratificar sua posição e orientações a respeito deste importante momento para o País.
Eleições são ocasião de exercício da democracia que requer dos candidatos propostas e projetos que apontem para a construção de uma sociedade em que reinem a justiça e a paz social. Cabe à população julgar, na liberdade de sua consciência, o projeto que melhor responda aos princípios do bem comum, da dignidade da pessoa humana, do combate à sonegação e à corrupção, do respeito às instituições do Estado democrático de direito e da observância da Constituição Federal.
Na missão de pastores e profetas, nós, bispos católicos, ao assumirmos posicionamentos pastorais em questões sociais, econômicas e políticas, o fazemos, não por ideologia, mas por exigência do Evangelho que nos manda amar e servir a todos, preferencialmente aos pobres. Por isso, “a Igreja reivindica sempre a liberdade, a que tem direito, para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76). Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada” (CNBB – Mensagem ao Povo de Deus – 19 de abril de 2018). Inúmeros são os testemunhos de bispos que, na história do país, se doaram e se doam no serviço da Igreja em favor de uma sociedade democrática, justa e fraterna.
A CNBB reafirma seu compromisso, sobretudo através do diálogo, de colaborar na busca do bem comum com as instituições sociais e aqueles que, respaldados pelo voto popular, forem eleitos para governar o País.
Exortamos a que se deponham armas de ódio e de vingança que têm gerado um clima de violência, estimulado por notícias falsas, discursos e posturas radicais, que colocam em risco as bases democráticas da sociedade brasileira. Toda atitude que incita à divisão, à discriminação, à intolerância e à violência, deve ser superada. Revistamo-nos, portanto, do amor e da reconciliação, e trilhemos o caminho da paz!
Por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, invocamos a bênção de Deus para o povo brasileiro.
Brasília-DF, 24 de outubro de 2018
Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador
Presidente da CNBB em exercício
Dom Guilherme Antônio Werlang
Bispo de Lajes
Vice-Presidente da CNBB em exercício
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

A IMPORTÂNCIA DA ÉTICA NA SOCIEDADE ATUAL

Estamos vivendo em uma época extremamente confusa, na qual a classe dominante ainda controla a classe trabalhadora; ainda existem diversos preconceitos do homem em relação ao outro. Nesse sentido Mesquita diz: “Lamentavelmente, a televisão como meio de comunicação que atinge em maior proporção à população em todas as camadas, desponta na frente como meio que mais distorce a realidade e infiltra na população a ideologia dominante, quando ao invés disso, poderia utilizar tal poder no sentido de esclarecer, educar e conscientizar a população, almejando uma sociedade igualitária onde o branco, o negro, o rico e o pobre tenham direitos iguais" (s.d: 04).
Quando falamos em ética, logo pensamos em respeito, bondade, deveres, direitos, enfim, em uma série de “obrigações” que mostramos no nosso dia a dia. Por outro lado percebemos também a presença do cinismo, da falsidade, da fofoca, etc.; comportamentos esses que sem dúvida estão presentes em nossas vidas; seja no lado bom ou no lado mau, sempre irão existir. Paulo Freire já dizia em sua Pedagogia da Autonomia: “não é possível ao sujeito ético viver sem estar permanentemente exposto á transgressão da ética”. Assim, percebe-se que ninguém é perfeito, sempre estaremos sujeitos a falhas.
A importância da ética hoje se dá pela necessidade, por uma questão de sobrevivência; considerando que a humanidade passa por um momento de anseio por uma vida melhor e acima de tudo digna e feliz. Podemos dizer que o tema mais ecumênico que existe atualmente é o da dignidade humana, vida com qualidade e por fim, a felicidade. No entanto percebemos que o mundo se tornou um caos, e o homem como um todo se encontra perdido em meio a tanta confusão; é o verdadeiro “jogo dos interesses”.
A realidade moral do homem tem se tornado insignificante. Muitas famílias têm deixado a educação dos filhos para terceiros, ou muitas vezes nem isso, pois pela necessidade de trabalhar fora, exige que deixem os filhos sozinhos em casa. Segundo Castro... "A sociedade contemporânea valoriza comportamentos que praticamente excluem qualquer possibilidade de cultivo de relações éticas. É fácil verificar que o desejo obsessivo na obtenção, possessão e consumo da maior quantidade possível de bens materiais é o valor central na nova ordem estabelecida no mundo e que o prestigio social é concedido para quem consegue esses bens. O sucesso material passou a ser sinônimo de sucesso social e o êxito pessoal deve ser adquirido a qualquer custo. Prevalecem o desprezo ao tradicional, o culto a massificação e mediocridade que não ameaçam e que permitem a manipulação fácil das pessoas" (1997:61).
O homem se perdeu nesse mundo de complicações e de crise de valores, “ninguém respeita a ninguém” - é o que mais se houve dizer. Onde será que foram parar os conceitos sobre o respeito ao próximo e suas diferenças?
Assim... "O que termina por nos perturbar a mente é o falar por falar, o que nos turva o pensamento é o lixo cultural que invade nossos lares sem pedir licença, é o bombardeio da mídia sobre nosso comportamento e sobre o nosso modo de vida em família e em sociedade. Você já pensou quem educa o nosso jovem de hoje? É a televisão" (ALMEIDA, s.d: 01).

Contudo, logo percebemos que a sociedade em si deixou de lado o compromisso com a educação e o ensino de valores, relacionado aos direitos e deveres do cidadão-obrigação que outrora era da família, do Estado e da Sociedade como um todo, agora recai sobre a Escola. No entanto é relevante indagar: Será que “sozinha”, a Escola dá conta de tamanha responsabilidade?
É relevante considerar que o corpo docente existente nas escolas também está inserido nessa sociedade portadora de um individualismo extremo. E se não tiverem compromisso, responsabilidade e, sobretudo uma consciência ético-profissional, todas as questões expostas aqui acabarão virando utopia. A única solução estaria em prepará-los eticamente para atuar nesse meio, ou seja, proporcionando saberes fundamentado numa prática reflexiva e ética, alicerçada na competência, responsabilidade e, sobretudo espelhada em uma esperança de um mundo melhor.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

QUARTA-FEIRA DE CINZAS!

A liturgia da Quarta-Feira de Cinzas recorda-nos nossa condição de mortais: "Memento homo quia pulvis
es et in pulverem reverteris - Lembra-te, homem, de que és pó e ao pó hás de voltar" .... Neste início de
Quaresma, procuremos, mais ainda do que a mortificação corporal, aceitar o convite que a Liturgia
sabiamente nos faz, combatendo o amor próprio com todas as nossas forças. "Procurai o mérito,
procurai a causa, procurai a justiça; e vede se encontrais outra coisa que não seja a
graça de Deus".
(Santo Agostinho)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Regulação reduz macas nos corredores

Sara Vasconcelos - repórter

A intervenção na porta de entrada do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, dentro do projeto de Regulação Ativa das Emergências Médicas, tem reflexo direto nos corredores: quase não há macas e pacientes padecendo à espera de leitos. O vazio em um dos corredores - que deveria ser habitual - gera estranheza, frente ao histórico de superlotação do maior hospital de urgência e emergências do Estado. No outro corredor, poucas internações improvisadas. A mudança foi possível por meio de uma ação, à primeira vista simples: organizar quem entra e fica na unidade. A regulação é feita pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) Metropolitano, em parceria com a direção do Hospital e da Coordenadoria de Hospitais (Cohur).
Aldair DantasO corredor, onde antes ficavam as macas com os pacientes à espera de atendimento de traumato-ortopedia, está praticamente vazioO corredor, onde antes ficavam as macas com os pacientes à espera de atendimento de traumato-ortopedia, está praticamente vazio

Em três dias de ação, a redução é significativa: 50% a menos. Para ter ideia, na segunda-feira, dia 13, quando foi iniciada a ação foram atendidos 303 pacientes - dentro da média de 350 atendimentos/dia - e 93 macas estavam ocupadas, contando com as de ambulância e do Samu que ficavam presas. Na tarde de ontem, até às 16h, foram 138 atendimentos gerais. Outros 31 pacientes aguardava a liberação de leitos internos ou na rede conveniada para ser transferidos. Na emergência clínica, 17 pacientes entubados e com ventilação mecânica esperavam por leitos de UTI.

Os 280 leitos gerais do HWG continuam ocupados. "É uma redução importante, sobretudo por se tratar de excedente. Só não é total devido a escassez de leitos na rede SUS conveniada e dificuldades de contratação das particulares", observa a diretora médica do HWG Lucineide Pereira.

O trabalho, explica o coordenador Estadual das Urgências e Emergências (Samu Metropolitano) Luiz Roberto Fonseca, consiste na classificação de risco, após anamnese (entrevista e avaliação de sintomas) feita por dois médicos do Samu Metropolitano, bem como no referenciamento dos pacientes para os locais adequados, de acordo com a gravidade do caso.Somente os casos graves de urgência e emergência são atendidos no Hospital.

O serviço de classificação já existia "de forma precária", segundo o coordenador, e os servidores da classificação estão na prática sendo capacitados pelos médicos do Samu "para que o trabalho continue quando voltarmos às ruas", acrescenta Luiz Roberto. A regulação na porta feita pelo Samu será realizada até o final deste mês.

O coordenador estima por dia o encaminhamento de 90 a 120 casos de baixa e média complexidade para a rede básica ou pronto-atendimentos do município.

A liberação dos corredores contou ainda com a antecipação de exames clínicos e de imagem. Boa parte dos pacientes internados em macas, explica Ednice Souza do Cohur, dependiam de exames, alguns agendados para até 30 dias, para fechar diagnóstico ou dar outros encaminhamentos. "Conseguimos resolver em 24 horas, num esforço conjunto", afirma. Os pacientes em condição de internação domiciliar também foram removidos e serão acompanhados em casa, por equipes do PSF.

O secretário estadual de saúde pública Domício Arruda admite que o conjunto de ações para agilizar a rotatividade dos leitos poderiam ter sido adotadas antes. "Foram feitas diversas tentativas para organização do fluxo". O novo modelo, explica o secretário, obedece determinação do Ministério da Saúde, que identificou, como afirma Arruda "ser a regulação dos leitos o problema de maior urgência no hospital", conta Domício Arruda.

Entre 17 e 20 de janeiro, o HWG foi visitado por técnicos do Ministério da Saúde, para inserção do hospital na rede SOS Emergência. O programa prevê a criação de 100 leitos de retaguarda e 25 de UTI.

Samu Natal decide não integrar ação

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) Natal não integra o projeto da Regulação Ativa das Emergências Médicas no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG), como era previsto na parceria entre as secretarias de saúde municipal e estadual. A não participação é alvo de crítica de gestores e profissionais de saúde. "Ficamos frustrados com a postura de ficar de fora desse processo", lamenta o secretário Domício Arruda, que revela haver discussões sobre a unificação dos dois Serviços (Natal e Metropolitano). Com a entrada das ambulâncias do Samu Natal alguns procedimentos de deslocamento poderiam ser agilizados, segundo a diretora do Cohur, Ednice Souza.

A regulação, lembra Luiz Roberto Fonseca, do Samu Metropolitano, acaba beneficiando o Samu Natal, por acelerar o tempo de resposta dos atendimentos. "Não há mais o problema de macas presas". Entretanto, o coordenador geral do Samu Natal Edilson Pinto é enfático ao dizer que "não há recusa ao projeto, só aguardamos que as condições para participação sejam cumpridas". Ele explica que dois pontos essenciais para "continuidade do processo (de regulação) e moralização das escalas médicas" permanecem indefinidas pela Sesap.

O primeiro é a definição de servidores do HWG para equipe de classificação de risco e regulação, como também a publicação em Diário Oficial das escalas médicas nas unidades de saúde. Sem esses ajustes, explica Edilson Pinto, o trabalho feito hoje incorre "no perigo de ser desfeito com a saída do Samu da porta de entrada" do Hospital.

Blitze reduzem em 50% atendimentos por acidentes

As blitzen da Lei Seca realizada nos últimos dias em grandes concentrações
e eventos resultaram na redução em cerca de 50% dos casos de
politraumatismo por acidente de trânsito no Hospital Walfredo Gurgel,
sobretudo nos finais de semana. Desde 22 de dezembro quando as operações
foram iniciadas, segundo dados do Comando da Polícia Rodoviária
Estadual (CPRE), 513 carteiras de habilitações foram recolhidas e 115
pessoas autuadas em flagrante por dirigir embriagado. A cada blitz são
mobilizados 30 policiais munidos do mesmo número de bafômetros. O CPRE
dispõe de 126 equipamentos para ação em todo Estado, sendo 80 em Natal.

Para o coordenador geral do Samu Metropolitano Luiz Roberto Fonseca o
desempenho pode ser medido na queda de 60% dos chamados de socorro
durante as operações. No final de semana do dia 4 de fevereiro, seguinte
a primeira grande blitz na saída de um show, na praia de Pirangi - cuja
ação policial gerou grandes congestionamento e polêmica nas redes
sociais - o Samu Metropolitano, não registrou ocorrência de trânsito.
"É um mudança de comportamento devido as blitz. A consciência de uma
fiscalização mais forte, reduz os acidentes e óbitos no trânsito",
enfatiza o coordenador Luiz Roberto.

Embora os números sejam expressivos, o congestionamento gerado pelo modo como as blitzen foram
realizadas - parando um a um dos veículos - é questionada pela
população. A farmacêutica Michela Moares acredita que a ação policial,
na saída do show em Pirangi, poderia ter sido melhor organizada, mas
considera que "a redução de acidentes prevalecer sobre o incômodo e
espera".

O agrônomo Sérgio Augusto Pinheiro, 29 anos, lamentou
ficar preso mais de uma hora o engarrafamento após o jogo do ABC, no
Frasqueirão, na última quarta-feira. "A blitz foi feita em local onde
não é permitida a venda de bebidas alcoólicas. E parando todo mundo.
Quem não bebe sai prejudicado, perde tempo", disse.

Nesta operação, 73 carteiras de habilitação foram apreendidas e 20 condutores
conduzidos a delegacia, por flagrante, conta o comandante do CPRE,
coronel Francisco Canindé de Freitas.

O comandante explica que a intervenção por amostragem (abordar apenas alguns dos condutores) não
traz os resultados esperados: ainda era baixo o número de flagrantes e
apreensões. E diz ser tendência continuar com as blitzen totalitárias.

O tempo gasto nos engarrafamentos, rebate coronel Freitas, é compensado
pela segurança e mudança de hábitos dos condutores. "A adequação ao
rigor da Lei Seca será não só de condutores, como também da fiscalização
que passarão por ajustes para amenizar transtornos a população".